quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Luz do teto e luz do chão

  Um dia, surpreendi a nossa querida dupla dinâmica, com vários gizes de cera, e ambos pintavam o céu. Lucas pintava o dia, Larissa, a noite, e como não era de se admirar, é claro que ambos passaram a conversar. Decidi não intervir, só observar, e eis que começaram-se as pérolas...
  - Meu céu está mais bonito que o seeu... - provocou Larissa, mostrando a língua para Lucas.
  - Ah, é  nada! O meu é mais bonito... Olha esse azul, e o sol, as nuvens de carneiro e algodão doce... E o seu, é só esse roxão todo aí, com esse monte de pingo aí... - respondeu Lucas, todo bravinho.
  - Ai, Lucas... É a noite, como você é bobo, e não é pinguinhos, são as estrelas!
  - Ué, e estrela é pingo, agora?! - questionou Lucas.
  - É... - hesitou a pequena - parece, né? Ô Lucas, vem cá? Por que tem céu escuro e céu claro, que a gente chama de dia e de noite? Alguém lá em cima brincou de desenhar que nem a gente, e desenhou o céu de usar de dia e o céu de usar de noite?
  - Não, eu acho que não, eu acho que isso tem coisa que é com a luz! - respondeu Lucas com a sua melhor cara de pensativo.
  - Luz, Luquinha? Como assim?
  - Ah, assim, você já percebeu que a luz do teto é  sempre mais forte do que a do abajur?
  - Sim, percebi! - respondeu Lari, solenemente.
  - Então - continuou Lucas - o sol é luz de teto e a luz, abajur!
  - Ah é?! E o que são as estrelas, então?! - perguntou Larisssa, já em um tom Bravo.
  - São mini abajurzinhos que estão procurando o abajur grandão que é a Lua...
  - Então, o céu, na verdade é escurão, sempre, mas de dia, ligam a luz do teto e de noite, ligam a luz do chão?! Porque a luz do chão é  bem menos forte do que a luz do teto....
  - É... Eu acho que é isso... Acho que precisamos pesquisar para descobrir... Vamos, convidou Lucas.
  É claro que eles vieram me perguntar sobre noite e dia, céu, sol, lua e estrela... Conversamos muito e eles ficaram maravilhados com a dança gira-gira da Terra, que explica a diferença do dia e da noite, mas não mudaram de ideia, o sol, é sim, a luz do teto, a mais forte de todas...
  Só queria saber o que eles vão querer fazer quando crescerem, esses dois se interessam por tudo, imoressionante... Estou pagando para ver...

sábado, 12 de setembro de 2015

Encontrando a Magia ao Luar

  

  Acredito que não poderia dar título melhor para este post do que este, porque, foi mais ou menos assim que me senti (é claro que eu não falo, literalmente, do nosso querido e amado luar, que, por si só, é mágico), mas o filme, foi um tanto quanto impressionante, e eu vou falar um pouco o porquê de ficar tão impressionada com este filme... Ah, para quem ainda não entendeu a referência, estou falando do filme Magia ao Luar de Woody Allen, e depois das devidas apresentações, acredito que ficou um pouco mais claro.

  Para quem costuma assistir aos filmes de Allen, sabe que vai encontrar pela frente, filmes reflexivos, altamente psicológicos, filosóficos e artísticos, o que muito me agrada, afinal de contas, os filmes não servem só para entretenimento, servem para nos causar emoções, pensamentos, suposições, mesmo que isso nos incomode, embora, este filme não tem me incomodado, muito pelo contrário, me satisfez,e muito... E vou falar o porquê!!!

  Primeiro, o filme conseguiu me apresentar um enredo que eu nem imaginava. Sim, pensava eu, em um filme romântico, e de certa forma, é... Mas, o filme abordou temas muito mais profundos, que eu nem fazia ideia que seriam abordados no filme. Claro, Woody Allen sempre faz isso conosco, nos faz pensar, sentir, aderir ao enredo das suas personagens, mas admito, não imaginei que este filme se enveredaria para este caminho que o enredo acabou percorrendo (e de maneira muito boa, diga-se de passagem).

  É que, o que me interessou no filme, é que ele acabou discutindo algo do ponto de vista psicológico-filosófico e que culminou em resultados muito interessantes, além de abordar conceitos de espiritualidade, crença e descrença e como isso pode interferir na personalidade das pessoas. É muito interessante o modo que ele aborda isso, embora deixe um pouco no ar que esse lance de espiritualidade, médiuns e tudo mais, são coisas de charlatões (eu não concordo com este ponto de vista, embora saibamos que existem muitos charlatões por aí).

Colin Firth se manteve brilhante em sua atuação como Stanley (Wei Ling Soo), um mágico "chinês" muito talentoso e que foi convidado a desvendar uma médium (possível charlatã), Emma Stone, que dizia ser sensitiva... Claro, não vou revelar muito do enredo, mas, o que eu posso dizer é que a química entre os dois funcionou muito bem e que a interação entre os dois, ficou admirável demais de ser ver, bem os opostos que se atraem, e de uma maneira muito sensível e delicada, apesar da falta de sensibilidade do personagem de Firth.

  Inclusive, é fantástico o sarcasmo de Stanley durante o filme (emoldurado pelo fantástico sotaque de Colin) e como, por vezes, ele consegue nos fazer rir, tamanha é a descrença nas coisas e nas pessoas que ele possui... Eu não quero estragar e entregar tudo de bandeja, o interessante é que todos vejam o filme, mas não deixem de assistir, é brilhante o filme, apesar de não ter tido tanto destaque como os últimos filmes de Woody Allen lançados, como Meia-Noite em Paris, Para Roma com Amor e Blue Jasmine! Vale muito a pena assisti-lo!!!

  E eu adorei o fato de Allen conseguir desenrolar um romance, que pode-se dizer mágico, em meio a tantas controvérsias e sacarmos e pontos de vista tão diferentes, que, teoricamente, tornaria impossível a aproximação de duas pessoas tão diferentes assim, mas funcionou e de maneira brilhante!!! A vida não é nada sem um pouco de magia, mesmo que você opte por acreditar só um pouquinho nela, mas vale a pena acreditar!!! Espero que todos que assistirem, gostem do filme e se sintam á vontade de comentar sobre ele aqui!!!


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Jogo da metáfora

Não escrevo porque tenho meta
Escrevo porque preciso colocar para fora
Sentimentos, pensamentos, dores e alegrias

Não escrevo da boca para fora
Meu sentimentos, sim, têm meta
Pretendem mostrar beleza, por muitos, esquecida

A beleza que enxergo assim vai para fora
Seguindo sua meta, emprestando vida  sonhos
Para as pessoas que se esqueceram-na em algum lugar

Coisas de criança, magia que se perdera
Vida escondida, reviver a delicadeza
Sonhos que tivemos, abandonar a atual aspereza

Jogar as antigas metas fora e buscar um novo caminho
Atingir as antigas metas, alcançar o infinito
Com olhos de criança, enxergar um mundo mais bonito

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Poesia

  Existe poesia em tudo, inclusive nas coisas que não se vê, pois a poesia consiste muito mais na beleza escondida, cabe a nós fazê-la aparecer.
  Não se faz poesia somente com palavras, embora seja esta, a forma mais comum (para os que não estão preparados) de aparecer.
  Há poesia no luxo e no lixo, nas fotografias e nos desenhos. No olhar e escondido na ponta daquele sorriso de canto e na gota da lágrima que teima, pelo rosto, escorrer.
  Existe poesia em cada vida, pensamento e sentimento, racional e irracional.
  Não está somente no arco-íris, está também na chuva. E não está somente no clima ameno que acaricia gentilmente a nossa pele. Está no sol escaldante do deserto e na maior das chuvas torrentes. Está no Grande Criador, se assim você acredita, mas, se não acredita, lá ela está, também, pois a poesia é uma centelha de vida, é aquilo que sempre está a nos inspirar.
  Ela é o conjunto das palavras mais bonitas, e também, aquelas que deixam a desejar. A poesia é tentativa e erro, e muito mais coisas, basta saber olhar.
  A poesia é o tudo e o nada, uma estrela a brilhar. Céu, luz, infinito. Universo e o que mais temos para encontrar.
  Ela está em mim, em você. E está em todo lugar... Se não viu, olhe bem, que um dia, você irá enxergar!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O Pequeno Príncipe - O filme

 


  Olá, minha gente!!! Este é o meu bom e velho blog, como todos já conhecem, ou, se não conhecem, como ele sempre foi, mas, hoje, decidi dá uma nova guinada neste, que tenho muito apreço, pois é nele, que escrevo um pouco do meu modo de ver a vida. E a novidade que quero implementar são resenhas de filmes e livros que, por ventura, eu sentir vontade de escrever aqui. Pelo menos, os que ficarem pululando na minha cabeça... E, como hoje eu assisti ao filme "O Pequeno Príncipe", me sinto na obrigação, mais comigo mesmo, de escrever um pouco dele... Simplesmente deslumbrante. 

  Eu acredito que, quando se decidem fazer tais releituras, o risco que se corre é muito grande, pois, mexer com um grande clássico literário e mundial, não é nada fácil... A probabilidade de se estragar, pela comoção já causada nas pessoas é imensa, mas, com muita sorte, não é o que acontece com este brilhante filme. Sempre que eu faço uma resenha de um livro ou um filme, não gosto de colocar nenhum spoiler, mas, um pequinininho, é o aviador que narra a história do livro (juro que não vou falar mais nada, pelo menos eu vou tentar), e o filme, nos presenteia com várias surpresas...

  Como se percebe no trailer, o aviador vai intervir na vida de uma menininha, sua vizinha, tentando lhe dar um pouco de vida, a vida de verdade, ou pelo menos, vida para aqueles que não esquecem do que é essencial, que, por muitas vezes, é invisível aos olhos. Ele vai sensibilizá-la e contar a história de um pequeno menino que ele conhecera, que viera de um asteroide, que se deixara cativar por uma raposa, e quando coube sua ida, simplesmente foi... De maneira muito delicada e singela.

  Inclusive, as várias partes que constroem o filme, são muito delicadas e singelas, um verdadeiro desfile de emoções, que encanta desde os pequenos até os mais velhos (afinal de contas, fiquei super encantada com a simbologia empregada no filme, através de formas, cores e fluidez de acontecimentos) e que, se eu não parar de falar, vou acabar dando com a língua nos dentes e falando demais, mas sério, umas das coisas que mais me chamou a atenção, foi essa extrema inteligência em como disponibilizaram os itens, cenários e pessoas no filme.

  É encantador, mas também, tudo culpa de Antoine de Saint-Exupéry, que fez um livro divino, muito mais que um livro infantil, é um livro filosófico, espiritual, não no sentido de religiosidade, mas transcendental, por um estilo de vida. O cuidado, o carinho, o respeito que se deve ter, não somente por si mesmo, mas por todos que te cercam e te cativam, afinal, tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, e o filme, conseguiu muito bem fazer isto... Saí muito mais leve do cinema depois te ter visto o film... E se eu fosse vocês, eu não perderia, nem em sonhos...

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Andorinhas

  E depois de tanto tempo, me peguei pensando em você.
  Não era um bom dia, e não sei bem o porquê, mas me bateu uma saudade, de uma coisa que sei, é impossível. Da convivência um tanto conturbada, mas que por um momento, me faltou ao coração.
  Só pensava que poderia te ver. De repente, para me emprestar uma calam que no momento me é necessária, mas que por diversos fatores, escapam pelos meus dedos, tal qual a areia, escoam pelo vão.
  Senti falta de sua atenção, por vezes, provocações. Da admiração que eu sentia sobre, acho que mais do que você era, do que poderia ser, meu, mas não poderia, e nem será.
  Da calma que você me transmitia ao falar, conhecimento, também.
  É tão estranho pensar em você agora, porque, do jeito que fala, parece até que você morreu... E de certa maneira, morreu... Continua vivo, mas longe de mim, você não existe mais... Para mim...
  E por isso que hoje me vem você no meu pensamento e posso dizer que isso me dói.., Uma falta doída, por sentir saudade de você, de suas palavras, do seu jeito, do que poderia ser, mas que nunca será.
  Sentir saudade de você, é sentir saudade do que foi e do que eu gostaria que fosse e sei, nunca poderá ser... É estranho, vejo andorinhas através da minha janela.

O Retrato

  Era um olhar encantador.   Uma candura na forma de rosto de menina, de mulher, que conseguia esconder bem, todos os seus segredos. Era ...