sábado, 12 de setembro de 2015

Encontrando a Magia ao Luar

  

  Acredito que não poderia dar título melhor para este post do que este, porque, foi mais ou menos assim que me senti (é claro que eu não falo, literalmente, do nosso querido e amado luar, que, por si só, é mágico), mas o filme, foi um tanto quanto impressionante, e eu vou falar um pouco o porquê de ficar tão impressionada com este filme... Ah, para quem ainda não entendeu a referência, estou falando do filme Magia ao Luar de Woody Allen, e depois das devidas apresentações, acredito que ficou um pouco mais claro.

  Para quem costuma assistir aos filmes de Allen, sabe que vai encontrar pela frente, filmes reflexivos, altamente psicológicos, filosóficos e artísticos, o que muito me agrada, afinal de contas, os filmes não servem só para entretenimento, servem para nos causar emoções, pensamentos, suposições, mesmo que isso nos incomode, embora, este filme não tem me incomodado, muito pelo contrário, me satisfez,e muito... E vou falar o porquê!!!

  Primeiro, o filme conseguiu me apresentar um enredo que eu nem imaginava. Sim, pensava eu, em um filme romântico, e de certa forma, é... Mas, o filme abordou temas muito mais profundos, que eu nem fazia ideia que seriam abordados no filme. Claro, Woody Allen sempre faz isso conosco, nos faz pensar, sentir, aderir ao enredo das suas personagens, mas admito, não imaginei que este filme se enveredaria para este caminho que o enredo acabou percorrendo (e de maneira muito boa, diga-se de passagem).

  É que, o que me interessou no filme, é que ele acabou discutindo algo do ponto de vista psicológico-filosófico e que culminou em resultados muito interessantes, além de abordar conceitos de espiritualidade, crença e descrença e como isso pode interferir na personalidade das pessoas. É muito interessante o modo que ele aborda isso, embora deixe um pouco no ar que esse lance de espiritualidade, médiuns e tudo mais, são coisas de charlatões (eu não concordo com este ponto de vista, embora saibamos que existem muitos charlatões por aí).

Colin Firth se manteve brilhante em sua atuação como Stanley (Wei Ling Soo), um mágico "chinês" muito talentoso e que foi convidado a desvendar uma médium (possível charlatã), Emma Stone, que dizia ser sensitiva... Claro, não vou revelar muito do enredo, mas, o que eu posso dizer é que a química entre os dois funcionou muito bem e que a interação entre os dois, ficou admirável demais de ser ver, bem os opostos que se atraem, e de uma maneira muito sensível e delicada, apesar da falta de sensibilidade do personagem de Firth.

  Inclusive, é fantástico o sarcasmo de Stanley durante o filme (emoldurado pelo fantástico sotaque de Colin) e como, por vezes, ele consegue nos fazer rir, tamanha é a descrença nas coisas e nas pessoas que ele possui... Eu não quero estragar e entregar tudo de bandeja, o interessante é que todos vejam o filme, mas não deixem de assistir, é brilhante o filme, apesar de não ter tido tanto destaque como os últimos filmes de Woody Allen lançados, como Meia-Noite em Paris, Para Roma com Amor e Blue Jasmine! Vale muito a pena assisti-lo!!!

  E eu adorei o fato de Allen conseguir desenrolar um romance, que pode-se dizer mágico, em meio a tantas controvérsias e sacarmos e pontos de vista tão diferentes, que, teoricamente, tornaria impossível a aproximação de duas pessoas tão diferentes assim, mas funcionou e de maneira brilhante!!! A vida não é nada sem um pouco de magia, mesmo que você opte por acreditar só um pouquinho nela, mas vale a pena acreditar!!! Espero que todos que assistirem, gostem do filme e se sintam á vontade de comentar sobre ele aqui!!!


O Retrato

  Era um olhar encantador.   Uma candura na forma de rosto de menina, de mulher, que conseguia esconder bem, todos os seus segredos. Era ...