sábado, 30 de janeiro de 2016

Apenas uma reflexão

  A sociedade é machista. Até aí, nenhuma novidade, certo?! Ouvimos, sempre, várias mulheres falando essa famigerada frase, mas, eu gostaria de saber, se elas entendem o real sentido dessa frase e o significado que ela acarreta.
  Antes de mais nada, eu gostaria de dizer que este texto não tem o intuito de ser um texto feminista, e sim, um desabafo de cunho totalmente pessoal de minhas experiências e observações, é óbvio que se é pessoal, só pode ser minhas opiniões, mas enfim. O caso é que quero chamar a atenção para uma coisa que há tempos penso... Vou parar de enrolação e vou para as vias de fato!
  Como eu já disse, constantemente, ouvimos mulheres pronunciando a frase: a sociedade é machista, porque sim, é fato que viemos, e ainda estamos, em uma sociedade patriarcal, que há muito custo, muitas mulheres lutam, para cada vez mais, conseguirem o seu lugar ao sol, pode-se dizer que até tiveram muitas vitórias, mas eu me pergunto o por quê ainda não se tem uma sensação de uma liberdade mais completa.
  Tudo isso tem um contexto histórico que está completamente enraizado no nosso pensamento (e sim, como mulher, me incluo nessa), pois, se hoje ainda não temos essa sensação mais completa de liberdade, é porque recusamos que tais pensamentos saiam de nossa cabeça, mesmo nós sendo mulheres. Vou explicar melhor.
  Uma coisa que é opinião minha, completamente, e se você discorda comigo, convido totalmente para deixar sua opinião e mostrar o que você pensa, é que, por mais que falemos que a sociedade é machista, e por ser assim, a mulher tem a voz bem mais diminuta do que o homem, mesmo assim, ela (e digo mulher no sentido geral), faz parte da sociedade, certo? Então, será que muitas mulheres são machistas?! Sim, eu acredito que sim, completamente!
  Por que eu digo isso?! Porque existem conceitos enraizados na cabeça das pessoas que propagam esse estado machista, vamos dizer assim, perpetuando uma coisa que se quer que se perca, mas, com pequenos acontecimentos, ideias e manifestações, faz-se com que permaneça, uma coisa que não cabe mais nos dias de hoje, pelo menos é assim que penso.
  Partindo para acontecimentos pessoais. Todos que me conhecem sabem que eu estou solteira. E já faz algum tempo, não me incomoda, não mais, mas foi um trabalho psicológico super pesado que eu tive que fazer comigo mesma, tamanha a pressão que eu tenho que lidar, com indiretinhas que recebo constantemente de várias pessoas, mesmo que algumas pessoas as dispare de maneira inconsciente, mas mesmo assim, elas existem. E outro fato de minha pessoa é que, por mais que tenha gente não acredite quando eu falo, vivo em uma luta constante com desânimo, ansiedade e depressão. Acredito que todos que lutam contra a depressão, tenha esses picos de bem estar e de mal estar, sendo, sensivelmente, perceptível para as pessoas. E sim, eu os tenho.
  Agora, o que anda me incomodando nestes dias é que, por eu estar em um pico de muito bem estar, em que, de certa forma, estou sinceramente contente, por estar conseguindo seguir uma dieta, que nunca tive força para seguir, completamente apaixonada por Lola, a minha gatinha de estimação, que gente, nunca pensei que fosse amar tanto ter uma gata assim, mesmo tendo muitos motivos aparentes, ainda sim atribuem a minha aparente felicidade para o fato de eu ter conhecido um homem que fará parte do meu cotidiano, mas que não necessariamente venha a ser um algo a mais na minha vida, mas, só pelo fato de ter conhecido, pronto, estou mais feliz pelo fato de poder fazer dele, um futuro namorado.
  Em experiências passadas, sempre que eu tingia o cabelo, ia à faculdade, em um dia qualquer com um batonzinho, emagrecia de maneira perceptível, já logo me falavam: tem homem no pedaço, né?! Ah, tá namorando!!! E pasmem, a maioria eram mulheres. Aí eu me pergunto: do que adianta as mulheres quererem e pensarem em grandes transformações para termos mais direito de igualdade, merecida, claro, se existe, claramente, um sabotamento de tal luta, com pensamentos tão restritos,  e sim, machistas?!
  Então, eu não posso ficar feliz por ter uma gata, por estar contente com a dieta, por estar lendo um livro bom, porque saiu o CD novo da minha banda favorita, mas, todo motivo para uma aparente felicidade, é por causa de um homem?!
  Eu acredito que são coisas assim, aparentemente pequenas, que atrapalham o alavancamento de coisas maiores. Isso é uma coisa para se pensar e se aplicar para todas as mudanças que queremos fazer, não só na nossa vida pessoal, mas na vida que partilhamos em sociedade. Não adianta querermos mudar e fazer estardalhaços grandiosos, tentando mudar o maior e o que se mostra mais, se não mudarmos essa menor parte que, de certa forma, é o alicerce de tudo que se mostra de maior. Pensem nisso, ou talvez não, sei lá, é só um desabafo meu mesmo, uma reflexão, que de repente, pode não ter sentindo algum... Mas e se tiver?! O que se tem que fazer para mudar?!
  

sábado, 9 de janeiro de 2016

Jardim de Inverno

 

  Vou ser sincera, a maioria dos livros que compro, tem duas origens: ou é um dos grandes clássicos (e clássicos, pode-se entender grandes nome da literatura brasileira e/ou estrangeira que eu acabo lendo *com grande prazer, claro* por ser formada em Letras ou os clássicos da cultura em geral, de aventura tais como Harry Potter, A História sem Fim, O Senhor dos Anéis dentre outros, que dispensam recomendações ou são livros recomendados por amigos, e nesse quesito, preciso agradecê-los por me conhecerem bem e me recomendarem livros de que realmente gosto muito, mas este aqui que vou escrever hoje foi diferente...

  Algumas vezes me aventuro... Andando pelas livrarias, às vezes, avisto livros que me chamam a atenção e vou ler a contra capa, às vezes, as primeiras páginas do livro, para ver como a leitura flui e por vezes me aventuro a comprá-lo e lê-lo... Dá certo, na maioria das vezes, na verdade, só uma não deu, mas essa, é outra história, e em um dia que eu estava na livraria com um amigo meu, me deparo com este livro, Jardim de Inverno. Admito, achei a capa muito bonita, se bem que sabemos que não podemos julgar o livro pela capa, certo? E eu vi a seguinte frase na capa: "Nós, mulheres, fazemos escolhas pelos outros, não por nós mesmas. E quando somos mães, nós suportamos o que for preciso por nossos filhos".

  E achei isso fascinante... Minha mão coçou muito para pegá-lo e correr para o caixa, mas, nem sempre que temos dinheiro, né? Por isso, não levei... Mas meses depois, até depois que eu já tinha esquecido dele, uma amiga querida, ao me perguntar que livro que eu queria ganhar de aniversário, me fez me lembrar dele e pedi... E ganhei... Tudo bem, fui ler somente 4 meses depois que eu ganhei, mas antes tarde do que mais tarde... E eu simplesmente me fascinei por este livro... Nem dá para explicar bem o que aconteceu, mas este livro me prendeu de um jeito, que não tenho como falar... Ele, simplesmente, precisa ser lido, esta é a realidade... 

  Fazendo um breve resumo do que se trata o livro, é a história de uma família, marido, esposa e duas filhas, cujo principal elo que a mantém unida é o pai, que depois de muito tempo, vem a falecer. A mãe, ou Mamãe, como ela é tratada a maior parte do livro, dá a entender que não ama as suas filhas. Desde crianças, as duas, Meredith e Nina, têm um relacionamento dificílimo com a mãe, que é muito dura e fria com elas duas... Um relacionamento complexo e desgastado que se arrasta desde a infância das duas e que influencia muito a vida adulta das duas. Elas não conhecem a si mesmas, por não conhecerem a mãe... E tudo isso vai mudar, depois da morte do pai...

  Anya, a mãe das meninas é russa, e, como já fora dito, não se relacionava bem com as filhas, na verdade, só falava quando contava, o que as meninas entendiam como contos de fadas, história que ela trouxe lá da Rússia, e aparentemente, a única coisa que ela conseguia compartilhar com as filhas... Até Meredith, ainda criança, decidir atuar o conto como presente de Natal para mãe, aí a tragédia se estabelecera, Anya reagiu super mal ao espetáculo, e desde então, Meredith decidiu nunca mais ouvir as histórias da mãe, fazendo com que o vazio que existia entre Anya e as filhas, ficassem ainda maior...

  Não posso mais continuar, isso seria spoiler, mas, o interessante é como a Nina consegue a mãe contar a história, que não é um conto de fadas, é a sua própria história, e aí que a coisa começa a ficar fantástica. É uma história que se passa há muito tempo, com direito a enredo histórico, além de uma sensível mudança de realidade fantástica para a dura realidade de uma pessoa que está vivendo no meio de uma guerra. Relatos, vivências de tempos muito difíceis e que vai justificando a personalidade dura que Anya acabara desenvolvendo e mudando totalmente a perspectiva de suas filhas que sempre pensara que a mãe não as amava...

  É um livro muito bom, romântico, com um pouco de drama familiar (na verdade, muito drama), conflito de personalidades e percepção de muito que nos faz pensar em nós mesmos e o que queremos da nossa vida... Admito, o que mais me deixou fascinada foi o enredo histórico (que não vou dizer qual, spoilers) e o final, muito sensível e fantástico que a autora, Kristin Hannah, deu, como uma pincelada final de um quadro muito forte e bonito. Não sei se os outros da autora são assim, mas se forem, acredito que vou adorá-la... Espero que procurem e leiam este livro que superou minhas expectativas... E se lerem, podem comentar, dizendo o que acharam!!!

O poema das formas

E há tempos que eu não escrevo
Pois esqueci... Das letras, da forma e da métrica

Nada mais se forma, em uma mente que agora se conforma
Em, de repente, não formar mais pensamentos, opiniões... Sentimentos?

Não!!! Basta de um conformismo que tenta enformar as mentes
De pessoas que se conformam e ser só isso, mais um...

Eu não sou mais um, por isso, vou me atrever
A desenforma a forma asfixiante que forma a maioria...

A maioria das fôrmas que fazem as pessoas à forma...
Em que fôrma você quer se formar?!

O segredo de seus olhos

  Seus olhos, um vitral, o mais agradabilíssimo de se ver.   Seus olhos, um mistério, o que eu mais gostaria de entender.   Seus olhos,...