terça-feira, 28 de junho de 2016

Retrato escrito

Engana-te se tu achas que é impossível
Te retratar somente com o pincel
Pois saiba que retrato com cada palavra
Que a minha pena profere

É que nela está contida o meu desejo
Que inflama a tinta na brancura do papel
Como o meu toque sobre a tua pele
E incandesce

O negro da tinta que pode ser facilmente
Confundida com o preto de seus cabelos
Belos fios que se emanharam nas sentenças
Proferindo todo o meu sentimento em ardor

A profundidade dos teus olhos
Se retratam no poema
Que se formam nas minhas estrofes
E me perco...

Teu corpo, uma poesia perfeita
Que mexe com meus brios, saudade e sentimento
Te retratando por meio dos meus dedos
Te interpretando por nossa expressão

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Esconderijo

Vivia entre escritos e rabiscos
Acredito que se encontrava mais nos rabiscos do que nos escritos
Afinal, era muito mais fácil se esconder do que se mostrar
Sendo assim, passa a vida a rabiscar.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Lápis lesma

  - Pedrinho, você pode me explicar uma coisa? Por que a gente escreve com o lápis e por onde ele passa no papel, ele deixa a marca dele, parece até que se desmancha, mas quando ele não está passando no papel, ele não se desmancha... Ah! Já sei! Acho que ele deve ser como aquela lesminha que eu vi outro dia que vai deixando uma marquinha no chão por onde ela passa, será então que eu posso chamar o lápis de lápis lesma? Acho que sim, isso explica porque eu escrevo tão devagar, né? Mas o lápis lesma é um pouco diferente da lesma lesma porque a marca que ele deixa é mais escura, deve ser porque o papel é branco, né? Ah... Obrigado por tirar a minha dúvida, foi muito legal!
  E Lucas foi embora sorrindo, agradecido pela dúvida que eu tirei... Se o lápis tem algo de lesma, o cérebro e a boca do Lucas não têm e me pergunto: Como esse ser respira?!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Tudo em mim

Existe uma confusão de palavras de minha mente
Uma profusão que não tem fim
Existe um mar de ideias na minha cabeça
Navego, me perco e me acho, um pouco de tudo, enfim
Existe uma imensidão de sentimentos no meu peito
Colérico e manso, começo, meio e fim
Sinto, penso, escrevo e carrego palavras, ideias e sentimentos...
Uma imensidão que não tem fim

segunda-feira, 6 de junho de 2016

O garotinho da vizinhança

  Anos já se passaram e a sua lembrança, hoje, já é muito vaga, mas nunca irá se apagar, completamente... O primeiro amor!
  É aquele tipo de amor que nasceu, mais para ser ideia do que realidade, aquele que nasceu para ser totalmente imaginação.
  É o sonho com o príncipe encantado do cavalo branco, ideia simples e longínqua, às vezes, sem a intenção de acontecer. Se completa e realiza, pura e simplesmente, por saber existir o ser.
  O amor novo e imaturo. Imaginativo e ingênuo. Intenso e dramático. Nada se compara a isso.
  E agora, depois de anos, casamento, filhos, vida, olha-se ao longe, o antigo garotinho da vizinhança, os anos no rosto, o cabelo grisalho, e sente-se o friozinho na barriga, os antigos sentimentos, como que, por 5 segundos, volta-se a ser a garotinha sonhadora... E volta-se para vida...
  

O Retrato

  Era um olhar encantador.   Uma candura na forma de rosto de menina, de mulher, que conseguia esconder bem, todos os seus segredos. Era ...