sábado, 9 de janeiro de 2016

Jardim de Inverno

 

  Vou ser sincera, a maioria dos livros que compro, tem duas origens: ou é um dos grandes clássicos (e clássicos, pode-se entender grandes nome da literatura brasileira e/ou estrangeira que eu acabo lendo *com grande prazer, claro* por ser formada em Letras ou os clássicos da cultura em geral, de aventura tais como Harry Potter, A História sem Fim, O Senhor dos Anéis dentre outros, que dispensam recomendações ou são livros recomendados por amigos, e nesse quesito, preciso agradecê-los por me conhecerem bem e me recomendarem livros de que realmente gosto muito, mas este aqui que vou escrever hoje foi diferente...

  Algumas vezes me aventuro... Andando pelas livrarias, às vezes, avisto livros que me chamam a atenção e vou ler a contra capa, às vezes, as primeiras páginas do livro, para ver como a leitura flui e por vezes me aventuro a comprá-lo e lê-lo... Dá certo, na maioria das vezes, na verdade, só uma não deu, mas essa, é outra história, e em um dia que eu estava na livraria com um amigo meu, me deparo com este livro, Jardim de Inverno. Admito, achei a capa muito bonita, se bem que sabemos que não podemos julgar o livro pela capa, certo? E eu vi a seguinte frase na capa: "Nós, mulheres, fazemos escolhas pelos outros, não por nós mesmas. E quando somos mães, nós suportamos o que for preciso por nossos filhos".

  E achei isso fascinante... Minha mão coçou muito para pegá-lo e correr para o caixa, mas, nem sempre que temos dinheiro, né? Por isso, não levei... Mas meses depois, até depois que eu já tinha esquecido dele, uma amiga querida, ao me perguntar que livro que eu queria ganhar de aniversário, me fez me lembrar dele e pedi... E ganhei... Tudo bem, fui ler somente 4 meses depois que eu ganhei, mas antes tarde do que mais tarde... E eu simplesmente me fascinei por este livro... Nem dá para explicar bem o que aconteceu, mas este livro me prendeu de um jeito, que não tenho como falar... Ele, simplesmente, precisa ser lido, esta é a realidade... 

  Fazendo um breve resumo do que se trata o livro, é a história de uma família, marido, esposa e duas filhas, cujo principal elo que a mantém unida é o pai, que depois de muito tempo, vem a falecer. A mãe, ou Mamãe, como ela é tratada a maior parte do livro, dá a entender que não ama as suas filhas. Desde crianças, as duas, Meredith e Nina, têm um relacionamento dificílimo com a mãe, que é muito dura e fria com elas duas... Um relacionamento complexo e desgastado que se arrasta desde a infância das duas e que influencia muito a vida adulta das duas. Elas não conhecem a si mesmas, por não conhecerem a mãe... E tudo isso vai mudar, depois da morte do pai...

  Anya, a mãe das meninas é russa, e, como já fora dito, não se relacionava bem com as filhas, na verdade, só falava quando contava, o que as meninas entendiam como contos de fadas, história que ela trouxe lá da Rússia, e aparentemente, a única coisa que ela conseguia compartilhar com as filhas... Até Meredith, ainda criança, decidir atuar o conto como presente de Natal para mãe, aí a tragédia se estabelecera, Anya reagiu super mal ao espetáculo, e desde então, Meredith decidiu nunca mais ouvir as histórias da mãe, fazendo com que o vazio que existia entre Anya e as filhas, ficassem ainda maior...

  Não posso mais continuar, isso seria spoiler, mas, o interessante é como a Nina consegue a mãe contar a história, que não é um conto de fadas, é a sua própria história, e aí que a coisa começa a ficar fantástica. É uma história que se passa há muito tempo, com direito a enredo histórico, além de uma sensível mudança de realidade fantástica para a dura realidade de uma pessoa que está vivendo no meio de uma guerra. Relatos, vivências de tempos muito difíceis e que vai justificando a personalidade dura que Anya acabara desenvolvendo e mudando totalmente a perspectiva de suas filhas que sempre pensara que a mãe não as amava...

  É um livro muito bom, romântico, com um pouco de drama familiar (na verdade, muito drama), conflito de personalidades e percepção de muito que nos faz pensar em nós mesmos e o que queremos da nossa vida... Admito, o que mais me deixou fascinada foi o enredo histórico (que não vou dizer qual, spoilers) e o final, muito sensível e fantástico que a autora, Kristin Hannah, deu, como uma pincelada final de um quadro muito forte e bonito. Não sei se os outros da autora são assim, mas se forem, acredito que vou adorá-la... Espero que procurem e leiam este livro que superou minhas expectativas... E se lerem, podem comentar, dizendo o que acharam!!!

O poema das formas

E há tempos que eu não escrevo
Pois esqueci... Das letras, da forma e da métrica

Nada mais se forma, em uma mente que agora se conforma
Em, de repente, não formar mais pensamentos, opiniões... Sentimentos?

Não!!! Basta de um conformismo que tenta enformar as mentes
De pessoas que se conformam e ser só isso, mais um...

Eu não sou mais um, por isso, vou me atrever
A desenforma a forma asfixiante que forma a maioria...

A maioria das fôrmas que fazem as pessoas à forma...
Em que fôrma você quer se formar?!

O segredo de seus olhos

  Seus olhos, um vitral, o mais agradabilíssimo de se ver.   Seus olhos, um mistério, o que eu mais gostaria de entender.   Seus olhos,...