terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Referências

  Tenho guardado em mim, todos os sonhos do mundo, sonhos estes que teimam escapar pelo meu lápis.
  Por vezes, são muito bonitos, carregados de uma ternura tão simples, que amolece os mais duros dos corações.
  Por vezes, são fortes. Ideias e ideais que aspiram por mudanças. O novo e o diferente... A parte que não se conforma, o preço do feijão que não cabe no poema.
  Às vezes, é só grito, desespero. O sufoco no meio da incompreensão.
  É a mãe, a filha, por vezes anjo e por vezes mulher.
  Tudo de dentro e o de fora que me constrói, poesia, texto e imaginação.
  Às vezes, sou criança brincando na ciranda da vida e por outras vezes, pássaro novo se aventurando longe do ninho.
  Às vezes, sei e às vezes, não sei.
  Às vezes, não sou e às vezes, sou.
  E tudo isso que meu lápis escreveu, sempre, me confunde da cabeça aos pés e me devora.
  É o ser, simplesmente, em mim.

Alma

  Almas afins não se encontram, mas sim, se reconhecem. As famosas almas gêmeas, como muita gente costuma chamar, mas o mais importante mesmo é saber que elas se reconhecem.
  Quando se fala que simplesmente se encontram, dá a impressão que são duas almas, que aleatórias, se toparam e por sorte, se identificaram.
  Já, falando que se reconhecem, percebe-se claramente uma profundidade muito maior. Reconhecer é conhecer de novo, o que já é conhecido, o que já se é próprio, o apropriado para você.
  É o que se faz sentido, sentimento pleno de completude e cumplicidade. É o trocar de vidas em um só olhar.
  Almas afins não se trata somente adição, não, na verdade, é ser e é estar. Estar com o outro e sê-lo de maneira plena.
  É amor, é respiração.
  É estar entrelaçado, de corpo, alma e coração.

O segredo de seus olhos

  Seus olhos, um vitral, o mais agradabilíssimo de se ver.   Seus olhos, um mistério, o que eu mais gostaria de entender.   Seus olhos,...