terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Poemeu

Queria poder escrever uma poesia
Em que eu pudesse mostrar todo o meu ser
Mas como tentar em poucas linhas tudo isso conter?
Como não transbordar um misto de pensamentos e emoções
                                                                                      que mal
                                                                                                  conseguem
                                                                                                                   ser?

Conter o que se transborda, como uma chuva de verão
Que no seu ímpeto repentino, deságua em turbilhão
E com a mesma força em que aparece, em calmaria se torna
Mostrando toda a dualidade do que é ser... Meu ser...

Que se arrebenta e se constrói, assim como a fênix ressurge
A cinza que se desmancha e que se constrói
Mostrando sempre o novo, a vida
Que se monta de onde já não se enxergava mais... A vida...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Invisibilidade

  Nunca me senti na obrigação de justificar ou fazer uma introdução para um texto que eu escrevesse, mas esse eu senti. Porque eu tentei, realmente não sei se eu consegui, pontuar as várias pessoas que são invisíveis e por muita gente, realmente, não se dar conta delas, por passar despercebidas. 
  Afinal, quantas são as pessoas que desejam bom dia ao motorista do ônibus ou à faxineira no banheiro no shopping? Quantos já trocaram uma palavra com a caixa do supermercado ou da farmácia? Quem sequer olha para os olhos deles?

  Olhou-se no espelho e não se viu mais. Mas como assim?! Até ontem tinha se visto, como podia não estar se vendo mais?! Mas não se via.
  Voltou a deitar, pois pensara que tudo isso não passava de um sonho. 
  Na sua meia hora de folga que lhe restava para levantar, definitivamente, descansara os olhos, de repente, fora o cansaço que lhe causara tal impressão, mas não teve jeito. No horário em que teria que levantar e banhar-se para mais um dia de trabalho, estava lá novamente, ou melhor, não estava.
  Tomou banho do mesmo jeito, parecia que o chuveiro estava ligado sozinho. Colocou a sua roupa costumeira de trabalho e saíra. Não fez diferença, não tinha ninguém lá para ver.
  Conforme foi andando na rua, percebeu que notava-se uma certa notoriedade para seu lado, parecia se sentir notado, mal percebia que os olhos dirigidos à sua pessoa eram de espanto, eram as roupas andando sozinhas.
  Pior foi quando chegou ao seu trabalho, nem a presença de suas roupas sentiram, só o resultado, no final do dia, seria notado, caso não acontecesse... E isso se repetia.
  Por dias, semanas, décadas... Uma vida.
  No fim, o que se via, era só uma roupa, um uniforme, vazio... Aí sim, fora percebido.
  Perceberam que a roupa sozinha não faz, não é, não tem utilidade. E só foi aí que notaram falta do ser, que já não era mais.
  A pessoa que não se viu, pela vida inteira.
  

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Portas fechadas

  Deixei que todas as portas se fechassem.
  As da minha mente, coração... As minhas palavras...
  Há muito que elas não aparecem para um simples desabafo ou contemplação do que se te a observar.
  E existe muito a se observar.
  As palavras, talvez se encontrem sem traquejo de sair do meu ser. Talvez seja o meu ser que se encontre sem tal ação.
  E por enquanto, trilho o meu caminho sem ação, mas até quando? Talvez me falte um motivo para a ação... Espero em breve, encontrar...

O Retrato

  Era um olhar encantador.   Uma candura na forma de rosto de menina, de mulher, que conseguia esconder bem, todos os seus segredos. Era ...